Divórcio: nem sempre é a melhor opção para sua família

Muitas pessoas estão em crise no casamento e isso as deixam desesperadas, exaustas, se sentindo sozinhas. Eu posso imaginar o quanto deve ser difícil saber que o sonho do “Felizes para sempre” está cada vez mais distante, e sei que no meio de toda essa dor e confusão, fica quase impossível pensar em quais são os próximos passos a tomar.

As pessoas que escolhem se divorciar, muitas vezes já vem suportando anos de frustração e desgaste. Mas o problema é que, justamente quando estamos dessa maneira, que fazemos nossas piores escolhas. Por isso, espero que estas perguntas possam ajudá-lo a tomar suas decisões com mais clareza. O divórcio é uma decisão muito séria para ser decidido “emocionalmente”, por isso separe um tempo para refletir no que você está prestes a fazer. Se você já decidiu que quer se divorciar, eu apenas recomendo que você pergunte a si mesmo sobre estas 6 perguntas:

 

1) Eu fiz tudo o que pude para salvar o meu casamento?

Eu sei que você não pode controlar as atitudes do seu cônjuge ou dos seus desejos, mas você fez realmente tudo o que estava ao seu alcance para trazer cura e esperança? Se não, escreva uma lista de coisas que você poderia fazer e comece a praticá-las. Sempre vale a pena lutar pelo casamento, mesmo que seus sentimentos digam que não! Talvez você não saiba, mas um divórcio quase sempre pode ser impedido, se você colocar sua esperança em Deus e ir em busca de soluções.

 

2) Estou seguindo os meus sentimentos e não minha fé?

Os sentimentos muitas vezes nos enganam e em muitos casos de divórcio, as pessoas estão indo atrás da ilusão da “felicidade”, em vez de acreditarem no plano que Deus tem para elas, de paz, alegria e satisfação dentro de uma família. Por isso tenha cuidado com as emoções, elas nem sempre nos apontam o melhor caminho. “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” (Jr 17.9).

 

3) O divórcio é a melhor opção que eu tenho?

Acredito que em alguns casos onde se perde a confiança por causa do adultério ou agressão física, a única opção lógica é o divórcio, mas na maioria dos casos, o divórcio cria mais problemas do que resolve. Quase sempre, os casais que tem um casamento duradouro não são aqueles que nunca tiveram um motivo para se divorciar. Não! Eles simplesmente são aqueles que escolheram batalhar juntos para resolver os problemas.

 

4) Quem são as minhas maiores influências hoje?

Quando você está em um estado delicado de terminar um casamento, as pessoas que te apoiam são muito importantes e elas terão uma grande influência nas suas decisões. Os melhores conselhos que você receberá, virão das pessoas que você ama, que amam o seu cônjuge e amam a Deus. Se elas não estão demonstrando amor em algum destes pontos, então seus conselhos devem ser analisados com sabedoria.

 

5) O que estou ensinando aos meus filhos ao divorciar?

Não há um caso sequer de divórcio que não afete as crianças. A fé e a segurança que elas precisam, muitas vezes são destruídas e as conseqüências podem durar décadas. Se você está deixando o seu cônjuge para ficar com outra pessoa, por causa de “caráter”, não é muito diferente do que levar seus filhos para uma outra família e trocá-los por outras crianças que você acha que sejam mais educadas ou melhores que seus próprios filhos.

 

6) Estou disposto a ficar solteiro para o resto da vida?

Se você responder “não”, espero que você pense melhor sobre qual é a sua motivação para divorciar. Se você ver o divórcio como uma oportunidade para achar alguém que irá gostar de você e fazer todas as coisas que seu cônjuge não está fazendo, então acho melhor você ficar e corrigir seu próprio casamento. Se a grama do vizinho parece ser mais verde, você não precisa ir até lá experimentá-la, você só precisa ficar em casa e regar sua própria grama!

 

Se você está no meio de um divórcio doloroso, por favor, não perca a esperança! Saiba que Deus te ama, Ele está com você e Ele tem planos maravilhosos para a sua vida. Creia nisso!

Autor: PASTOR ANTÔNIO JÚNIOR

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